Tão só!
Cada vez são mais longos os caminhos
que me levam à gente
(e os pensamentos fechados em gaiolas,
as ideias em jaulas).
Ah! não fujam de mim!
Não mordo, não arranho.
Direi:
“Pois não! Ora essa! Tem razão.”
Então, na gaiola,
Cantarão, em silêncio,
os sonhos, as ideias,
como pássaros mudos.
Fernanda de Castro
Três poemas de solidão
My good, é tão dificil deixar um sonho para trás. Desistir. Falar é fácil e então e o resto?!!! o que nos vai no coração. Há de ficar sempre o ‘e se tivesse feito diferente’ ‘e se não fosse assim’ ‘e se’ ‘ e se’ ……..
«Era verão e as férias tinham começado há uma semana. Como sempre, estava na Nazaré, na casa da minha avó. Este ano ia ser diferente. Tinha 17 anos há poucos dias e, finalmente, ia poder sair à noite com as minhas primas e os amigos.
Na praia fazíamos as parvoíces do costume: jogar raquetes, piscar os olhos aos rapazes, contar anedotas, comer gelados.
O Paulo era mesmo muito giro. Tinha 19 anos e olhos verdes. Sei lá porquê, foi a mim que escolheu e eu ia morrendo derretida quando ele me perguntou ao ouvido: “queres namorar comigo?”, como nos filmes antigos e nas novelas…
Não era só uma paixão de verão. O Paulo dizia isso todos os dias e, quando as férias acabaram e cada um voltou para sua casa, escrevíamos, telefonávamos e, fim-de-semana sim, fim-de-semana não, viajávamos 60 quilómetros para nos encontrarmos.
Eu era virgem. Ao fim de quatro meses de namoro já tinhamos “avançado” tanto que resolvi tomar a pílula. Claro que sabíamos que não podíamos ter um bébé!
Fizemos amor três vezes. Começaram os exames, o Paulo tinha muito que estudar, cada vez tínhamos menos contacto.
Comecei a sentir-me estranha: tinha náuseas, um pouco de febre, estava sempre indisposta. Fui ao médico, fiz um teste para saber se estava grávida. Não, não estava. O Paulo telefonou. Tinhamos que falar, ele tinha feito as pazes com a ex-namorada, era uma história complicada, tinham namorado dois anos, terminaram, andaram com outras pessoas, voltaram, blá, blá, blá… O verão acabou, defenitivamente. E não houve Outono. A transição foi de 40 graus à sombra aí para uns dez negativos.
Pensava que todo este desconforto físico que sentia tinha a ver com a devastação emocional provocada pela perda. As minhas amigas dkiziam-me que já não se morre de amor. Não é verdade. Tenho 32 anos e estou a morrer. De SIDA ou de amor, agora já tanto faz…»
“in amar amar perdidamente
amar amar seguramente
Marta”
Na adolescência tudo parece exagerado. O nosso corpo transforma-se. Sentimo-nos diferentes e torna-se difícil entendermos os nossos sentimentos e as nossas reacções perante a mudança.
Como entender essas crises súbitas de depressão, de necessidade de isolamento, logo seguidas de crises de riso incontrolável, sem motivo aparente?
Ser adolescente significa passar de criança a jovem, ser quase homem, ser quase mulher. Significa sentir no corpo mudanças que nem sempre são do nosso agrado e carregar, de repente, com um monte de responsabilidades.
Ser adolescente significa sofrer e gozar, amar e odiar, querer tudo e tudo dispensar. Porque, com a mesma facilidade, nos apaixonamos e odiamos, choramos e rimos, exigimos que nos dêem atenção e queremos passar despercebidos, queremos que nos ouçam mas não que nos interroguem.
Queremos saber tudo, ver tudo, viver tudo. Prtir à descoberta de nós e do mundo. E queremos consegui-lo por nós próprios… mas sabendo que alguém por perto que nos ama, confia em nós e está pronto a estender-nos a mão quando dela precisamos.
Perdi o sonho. Acho que caí na realidade e deixar os sonhos para sonhar. Era bom sim, mas oportunidades nestá terra são tão poucas!!!! tenho que parar de viver no passado e começar a pensar no futuro. Mas…… porque?? porque que tem que ser assim, será que terei sido destinada a isto???!!!!!
Eu não corro riscos: só ando com o João que largou de vez a Rita que andou com o Pedro que antes tinha flirtado com Isabel que deixou o Fernando quando soube que ele curtia também com a Laura que andou com o Miguel depois de ele ter deixado a Graça que não parava de se lastimar de ter perdido o Luis que…
Que morra o amor
que me desgraça,
que me arrasta,
que me aperta,
que me domina,
que morra o amor que me magoa,
que me fere,
que me maltrata,
que me destrói,
que morra o amor que me pisa,
que me trilha,
que me golpeia,
que me espanca,
que morra o amor,
que me deprime,
que me rói,
que me amarra.
Que morra o amor
que me cega,
que me suga,
que me mata,
que me sepulta,
que morra o amor
que me alimenta,
que me consola,
que me aquece,
que me faz tão feliz,
que morra o amor?!
Tenho andado um bocado desligada desta coisa do site
. O tempo é escasso… não tenho muita gente a visualisar a minha página. Secalhar porque não tem muita coisa de interesante. Podiam dar dicas de coisas que gostavam que eu pusesse aqui, se querem que eu continue a por cenas de português….. fico a espera de dicas.
Ontem fui a um casting, tinha que dizer uma simples frase em frente a camera. Quando lá cheguei o meu coração disparou, parecia que ia ter um ataque cardiaco. Fiquei tão nervosa que engasguei-me toda. Que m…. os nervos dão cabo de tudo.
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Designação |
Conjunções |
Locuções |
| Copulativas
(indicam adição) |
e, também, nem1,
que2 |
Não só… mas também,
não só… como também, tanto… como |
| Adversativas
(indicam oposição) |
mas, que3
porém, todavia, contudo |
não obstante, apesar
disso, ainda assim, de outra sorte, ao passo que, no entanto |
| Disjuntiva
(indicam alternativa ou distinção) |
ou | já… já,
nem… nem1, ora… ora, ou… ou, quer… quer, seja… seja, seja… ou
|
| Conclusivas
(exprimem uma conclusão) |
logo,
pois, portanto |
por conseguinte,
por consequência, pelo que, por isso |
| Explicativas
(exprimem uma explicação) |
pois |
1 Nem é disjuntivo em frases deste tipo:
- Nem eu, nem ele fomos passear,
- Nem chove, nem faz sol.
É copulativo quando é correlativo de não:
- Não vou hoje ao futebol, nem lhe aconselho que vá.
2 Que é conjunção copulativa quando equivale a e: chove que chove.
3 Que é conjunção adversativa quando equivale a mas: o medo guarda a vinha que (=mas) não o vinhateiro.






